O olhar cansado, marcado por pálpebras pesadas e bolsas de gordura proeminentes embaixo dos olhos, é uma das principais queixas dos homens a partir dos 35 ou 40 anos. A blefaroplastia masculina é o procedimento cirúrgico indicado para reposicionar esses tecidos, devolvendo jovialidade e descanso ao semblante sem alterar a identidade ou a masculinidade do paciente.
Diferente da cirurgia feminina, o planejamento cirúrgico no homem exige cuidados anatômicos específicos: a pele masculina costuma ser mais espessa, os supercílios posicionam-se naturalmente mais retos e rentes à borda orbitária, e a linha de incisão deve respeitar rigorosamente a anatomia para que o resultado final seja discreto e imperceptível.

Os três pilares da cirurgia: Superior, Inferior e Cantopexia
Em muitos casos masculinos, o resultado harmonioso depende da associação sinérgica de técnicas complementares durante o mesmo ato cirúrgico:
- Blefaroplastia Superior: Remove o excedente de pele que se dobra sobre os cílios (dermatochalase), aliviando o peso mecânico e ampliando o campo visual sem elevar excessivamente o sulco palpebral.
- Blefaroplastia Inferior: Trata o abaulamento das três bolsas de gordura inferiores (medial, central e lateral), seja por excisão comedida ou por reposicionamento para preencher áreas deprimidas da olheira.
- Cantopexia (Sustentação Estrutural): É o reforço e fixação do tendão cantal lateral à borda óssea da órbita. Nos homens, a pálpebra inferior tende a apresentar maior frouxidão ligamentar com a idade; a cantopexia estabiliza a margem palpebral, previne o arredondamento dos cantos dos olhos e evita o ectrópio (pálpebra evertida para fora).
Naturalidade e segurança funcional do olhar
O maior receio do paciente homem ao buscar a cirurgia plástica é ficar com aspecto "operado", olhar arregalado ou traços artificialmente modificados. A abordagem da oftalmologista especialista em plástica ocular foca em retirar apenas o estritamente necessário para eliminar o ar de cansaço, mantendo as linhas de força e a firmeza natural do rosto.
Além da blefaroplastia, em situações em que a pálpebra apresenta queda da sua borda livre por desinserção muscular, avalia-se a correção concomitante da ptose palpebral para restaurar a abertura ideal dos olhos.
Fonte e publicação original: Caso clínico e orientações compartilhadas pela Dra. Jennifer Humbelino em seu perfil oficial @drajenniferhumbelino no Instagram.


